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A marcha fúnebre... [entries|friends|calendar]
Paraíso Artificial

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[08 Jul 2005|05:06pm]
.
1 se| mente

[27 Jun 2005|10:40pm]
Primeiro era um papel preto depois já era um papel preto com o mundo visto do espaço.

Sentia-o com todas as minhas forças: És a mais bela rainha de sempre.
Uma irrealidade.
Como aquela em que andámos juntas a descobrir como fugir.
Tudo sonhos.

Tenho a cabeça tão pesada que me apetece cortá-la... assim devagarinho. Penso e... sofro muito das costas.
Tudo aqui.
3 se| mente

[20 Jun 2005|04:09pm]
Um esqueleto de fatia de beijo.
Um esqueleto de bolo de chocolate.
O tédio quente de uma tarde com sabor a morte...
mente

parasitas sonolentos [13 Jun 2005|02:34am]
Vou deixar as sobrancelhas crescer porque viver assim está a secar-me todas as vaidades. - pensou o malmequer enquanto tentava mudar as suas raízes de lugar....... sozinho.
O plano é alojar-se no meu utero, julga que é um terreno fértil.
Tenho frio, abraça-me! - queixa-se a pulga carente enquanto assassina sardinhas dentro da piscina.
Prometeu consumir todo o meu sangue caso eu não cedesse a amá-la.
Parece-me tão escusada quando não se é uma prioridade. - dizia-me o pavão depenado enquanto se olhava ao espelho e analisava a sua respiração.
Quer comer-me os olhos porque acha que assim se vai engasgar...
mente

Gangrena [10 Jun 2005|03:40pm]
Pensei ficar a descansar, mas aqui só me canso mais. Quero fugir. Deixar de sentir e ir nadar... adoecer de vez e morrer.
Caí do triciclo inseguro, nunca tive segurança, susceptível a qualquer infecção já comecei a apodrecer...

- Não se nota na pele.
- Tá bem...
mente

[30 May 2005|07:46pm]
Os bastidores provocam-me lágrimas, mensageiras idiotas entregam-me cartas, agora eu quero é que aquilo morra. A bailarina, principalmente a bailarina, há-de perder os mamilos.
Enquanto aos engraçados lhes vão cair os dentes intoxicados.
Joelhos alagados pela pressa esmagam o meu olho esquerdo, enquanto o outro me tenta arrancar... esperando que eu tenha respostas para tudo e não só.
Os bastidores provocam-me lágrimas.
2 se| mente

Oceano [26 May 2005|06:35pm]
E o minúsculo cavalo-marinho pigmeu quase não se consegue distinguir no cenário.

-30.
-Foda-se!

Está grávido e sem janelas... enquanto escreve cartas de amor.
2 se| mente

Parva [24 May 2005|04:44pm]
Ser insignificante.
Não sou maior que um átomo, desejo crescer e não consigo.
És como aquelas pessoas que dizem que não se masturbam.
2 se| mente

[22 May 2005|10:26pm]
Todos os dias.

Saudade.
mente

Triturar [18 May 2005|11:10pm]
Por a vida numa trituradora de carne viva, em sangue
que é teu sorriso que ilumina.
O dia quase que urge, mas descalço.
Deslumbrante, a minha vida derrete então... lentamente
vou sentido a brisa do toque,
da questão e
do modo de afirmação onde se responde, deslocando imaginários colectivos.
Qual civilização?
Suicídio capilar, lusófono sem terra, totalitarismo capital.
Longínquos de tempo perdido no espaço interior do oceano, raízes podres e
fotografias de todas as vidas, efémeras, vividas para se ser?
(um avião atrás)
mente

E: A neta bazou! [10 May 2005|05:48pm]
Quiteto:
2.Violino
1.Violoncelo
3.Viola
5.Contra-Baixo
4.Piano

Uma criança linda a escusada, a tua cabeça não tem descanso... faltam-lhe as cordas.

M: Não te sentes!
N: Porquê?
M: Passa-me o garfo, já!
N: Porquê?
M: Loucura compartilhada... habitua-te.
N: ... (faca)

x20
Sonhe.
(besta)
mente

Mais vale esquecer [07 May 2005|05:37pm]
Estrelas terrenas olham-nos de longe e eu não te toco.
Pode uma actriz respirar letras sem sangrar?

Fora isso... às vezes tenho a mania de me armar em Sisifo.
Doi-me as costas.
Desisto.
mente

a tua mãe pode ser mais bonita que a minha [05 May 2005|10:36pm]
golo
morte à sede
bolo
morte em rede
manolo
nome de chulo encostando uma puta à parede

SAPHO: Sinto muito meu caro amigo mas vou ter de mijar nas suas escadas rolantes.
CHINÊS: Está bem.

era um astro de plástico-saco
que embrulhava embriões de ratinhos
(que eu gosto de imaginar no interior da boca aveludada de um pelicano)
num cobertor com um tigre estampado

o meu primo olhava para a barragem
e eu deixava-me fotografar pela minha prima
enquanto as minhas irmãs e o meu cunhado
gozavam com o meu cabelo

tu eras tão querida quando eu te batia
que me doia todo o dia
e todos os dias
o dia
e depois enternecia-me até ao infinito
e batia-te mais
1 se| mente

[05 May 2005|09:31pm]
Um cérebro a encostar-se ao esqueleto, espetando alfinetes quando ameaça sair pelo olho.
mente

Tédio [05 May 2005|12:13am]
Apetece-me por a minha vida numa trituradora de carne e depois fazer esparguete cor-de-laranja.
Envenenar alguém.
Mas...

1. vibrador
2. ressoador
3. excitador

As três coisas a ter em questão. Vamos montar.
1 se| mente

[03 May 2005|12:46am]
As pessoas, as mãos de perfume... não as consigo largar, as minhas.
1 se| mente

"A força do hábito" [19 Apr 2005|11:22am]
Linhas de comboio atractivas, sair em Entrecampos quando se quer ir para o Saldanha!
Ir, como sempre, a pé quando a ideia era apanhar um avião... acender o ecrã mesmo quando não se quer cá vir.
Lavar a cara três vezes... vá, toque lá uma nota grave no violoncelo! (ou na guitarra, só por ser para si)
Pois é...
Paredes azuis céu, três portas inquietantes e uma plateia... oca, tão vazia quanto eu, sofre muito todos os dias... outrora eram 80 lugares, agora são 50... um dia serão nenhuns, talvez.
Percebem?
1 se| mente

Palhaços desprevenidos numa sala coberta de espelhos [13 Apr 2005|01:33am]
Tudo me dói,
Os estilhaços misturaram-se no meu sangue.
1 se| mente

[05 Apr 2005|06:08pm]
Uma almofada suicida sobe ao podium, ficou no primeiro lugar do desastre.
Os espectadores, passivos, rejubilam.. aplaudindo freneticamente e gritando coisas imperceptíveis ao meu ouvido desumano.
1 se| mente

[25 Mar 2005|10:47am]
Iogurte de pêssego debaixo da cama.
mente

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